sexta-feira, 11 de julho de 2014

The Title of My Book

The title will not be revealed yet. At the book end I will publish the official book name!
Be patient ^^

"Make dreams reality"- Penguin (Me :3)

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Capítulo II

   Loren acordara por volta das onze horas e telefonou logo aos pais. Após a mãe ter atendido, Loren disse-lhe calmamente:


- Gostava de ir à vossa casa para conversarmos. Posso?


- Claro, querida!


- Pode ser depois do almoço?


- Não preferes vir cá almoçar?


- Não mãe, tenho de tratar de um assunto primeiro.


- Está bem. Vemo-nos mais tarde. Beijos.


- Beijos.


   Loren mentira à mãe. Ela não tinha nenhum assunto para tratar, apenas queria ganhar tempo para pensar como iria contar aos pais a notícia sobre Robert.
   Loren preocupava-se mais como reagiria o padrastro, Mr. Gibbs, pois ele é que era o verdadeiro pai de Robert. Preocupava-se também com a mãe, mas não tinha a certeza se esta iria ficar triste ou não, esta sempre pedira ao pai de Robert para prestar mais atenção a Loren. Mr.Gibbs nunca o fizera e até fazia questão de ignorar Loren, desde que esta era criança.



   Durante o caminho para casa dos pais, Loren continuava a pensar como contar-lhes a notícia. Quando chegou á casa, tocou á campainha e a sua mãe abriu a porta.


- Olá querida! (abraçando-a) Entra.


- Olá mãe. (sorrindo falsamente)


Ambas entraram e Loren começou a perder a coragem de lhes contar a trágica notícia.


- Mãe, diz ao Mr.Gibbs para vir á sala.


- Mas porquê, querida, passa-se algo?


- Apenas chama-o, por favor.


- Gibbs, querido, a Loren chegou!


Mr.Gibbs descera as escadas e sentou-se na sua poltrona na sala e nem cumprimentou Loren. Ela não ficou triste nem zangada, tudo o que o seu padrasto fazia não a afectava.


- Já cá estou. Que se passa?


Loren perdera a coragem.


- Desembucha Loren!


   Loren colocou a página do jornal na mesa e não disse nada. Quando o seu padrasto pegou nela e leu a notícia, Loren não conseguia perceber o que ele sentia, pois Mr.Gibbs não demonstrava qualquer expressão. Mrs.Smith, mãe de Loren, revelava um pequeno sorriso malicioso.

   Quando o seu padrasto acabou de lê-la, levantou-se e deu um estalo a Loren.


- És a culpada disto tudo!


   Loren, revoltada, respondeu rudemente:


- Não fui eu que o eduquei…


- Não admito que fales assim na minha casa!


   Mrs.Smith não fizera nada, simplesmente ficou a olhar para eles, aterrorizada, como se tivesse visto algo pior que um fantasma.

   Loren saiu de casa e bateu a porta com força. Dirigia-se para o carro quando ouviu a última frase de Mr.Gibbs:


- Quero que tenhas o mesmo destino de Robert!


   Loren entrou dentro do carro, olhou-se no espelho e sorriu ironicamente pensando “terei… mas tu primeiro”.



   Loren chegou a casa por volta das três horas. Mal entrou, dirigiu-se para o quarto.
A sua casa era o que podemos chamar de “moderna”. Uma casa com linhas retas e com uma decoração simples.
   Loren vivia sozinha e planeava continuar assim, ela nunca fora uma romântica. Loren, em toda a sua vida, só teve um relacionamento. Este era perfeito, mas o seu namorado morrera passando 2 anos, e Loren sofreu
imenso com essa despedida. E para se prevenir, decidiu não se envolver com mais ninguém.




Já era uma da manhã e Loren ainda não adormecera. Encontrava-se deitada na cama a olhar para o tecto com um ar pensativo, mas, no entanto, malignante. Sentia-se farta de esperar que o sono chegasse, saiu da cama lentamente e dirigiu-se para o armário, de onde tirou um vestido preto brilhante e uns sapatos elegantes de salto alto. Depois de se ter vestido, foi para a casa de banho a fim de fazer um penteado um pouco sofisticado, mas ao mesmo tempo descontraído, acabou por fazer um penteado como o das bailarinas, escassamente desmanchado.

   Pegou na sua mala e saiu de casa. Decidiu ir a pé, ainda não sabia para onde iria, apenas limitava-se a caminhar pelo passeio cinzento. Encontrou um pub, que lhe parecia aceitável, e entrou. Neste encontrava-se cerca de 50 pessoas. O fumo dos charutos desfocava as suas faces, tornando as pessoas irreconhecíveis.
Sentou-se numa mesa perto do balcão, mas acabou por se levantar e ir para o outro lado do estabelecimento, devido ao olhar permanente que um homem sinistro lhe dava.

   Passando apenas 10 minutos, Loren já se encontrava com um copo de vodca preta numa mão e um charuto na outra.







   Acordou, às cinco horas da manhã, com umas dores de cabeça tremendas. Estava deitada em cima do balcão. Sentou-se lentamente e olhou em redor, apenas viu mais duas pessoas “inconscientes” devido à noite anterior. Pegou na bolsa e saiu do pub.
   Ia a caminho de casa quando se sentiu perseguida, olhou para trás discreta e lentamente, e o seu pressentimento estava correto! Era um homem de estatura média, com a camisa mal abotoada e umas calças rasgadas nos joelhos, quando Loren teve a oportunidade de observar melhor a cara do sujeito, apercebeu-se que este era o mesmo homem sinistro que estava especado a olhar para ela na noite passada.
   A rua estava deserta. Loren não sabia o que fazer ou reagir, ela só queria ter sossego. Ela tinha de pensar no que ia fazer e no que teria acontecido naquela noite.
Decidiu virar num beco escuro e confrontar o indivíduo:


- Porque me segues?


   O homem ficou surpreendido, talvez por não ter pensado que Loren nunca o confrontaria.


- Não fiques tão surpreendido. Está assim tão bêbado que não consegue responder a uma pergunta simples? Espera… Se calhar também não consegue responder a esta. E a esta: como se chama?


- Joseph…


- Então Joseph, diga-me porque me segue.


- Você é bonita.


- Obrigada, mas isso não é nenhuma justificação para me estar a perseguir.



   Joseph sorriu malignamente:


- Vem cá!


   Agarrou Loren pelo braço e empurrou-a contra a parede.


- Este é o motivo porque te sigo!


   E beijou-a. Loren gritou:


- Alguém me ajude! Ele é um louco!


- Está calada!- disse Joseph pegando numa navalha.


   De seguida, cortou-lhe o vestido. Loren lutava para tentar fugir, mas não conseguia e começou a chorar.


- Não chores, linda…


   Beijou-a outra vez apalpando-a.


  De repente ouviu-se uma voz vinda da entrada do beco, era um homem, mas não se conseguia ver o seu rosto devido ao sol:


- Deixe-a em paz!


- És o dono dela?- disse Joseph ironicamente.


- Eu disse para a deixar em paz! Largue-a!


   O homem tirou uma pistola do casaco e disparou para perto de Joseph, este fugiu atrapalhado. O homem misterioso tirou o seu sobretudo e tapou Loren:


- Estás bem?

- Sim, obrigada.


- Vem comigo, levo-te a casa.


- Obrigada…



   Entraram os dois no carro e seguiram para casa de Loren, durante todo o caminho mantiveram-se em silêncio.

sábado, 8 de março de 2014

Capítulo I

  Lá estava Loren, sentada na sua secretária, à espera do fim do seu turno, com os seus cabelos castanhos a deslizar costas abaixo.  Ela sentia-se cansada, mais do que o normal, talvez estivesse um bocado farta do seu emprego como recepcionista do spa local. Ver todos os clientes a entrar por aquelas portas e a aproveitar para descansar fazia-a ainda mais cansada e stressada. A sua chefe, Patricia, piorava ainda mais o seu estado. Patricia sempre fora exigente, demasiado exigente, especialmente com Loren.  Loren acreditava que um dia a sua chefe mudasse um bocado, mas à mais de cinco anos que tentava muda-la, mas tal nunca acontecera.


  Finalmente, o seu turno terminara. Enquanto vestia o casaco, pensava como e onde estaria Robert, o seu meio-irmão. Robert desaparecera há mais de oito meses e ainda não havia notícias dele. Loren estava preocupada, mas não demasiado, talvez por nunca ter sido próxima ao seu meio-irmão ou talvez porque se habituara à ideia dele não voltar.
  Robert tinha agora vinte e dois anos, mas a idade nunca fora um obstáculo para um rapaz como ele. Ele sempre fora aventureiro e sedento de conhecimento. Loren julgava que Robert estaria naquele momento num país qualquer a viver aventuras, pois sabia que era o mais provável vindo dele, e isso deixava-a mais aliviada.
  Os pensamentos de Loren foram interrompidos por Patricia:

- Estás bem?

  Loren admirou-se, Patricia nunca lhe perguntara tal coisa. Sentia-se bem por a sua chefe ter sido mais simpática, mas simplesmente respondeu:

- Sim.

  Loren pensou que esta seria a sua única oportunidade de a conhecer melhor, portanto decidiu perguntar-lhe se a queria acompanhar:

- Vou jantar ao restaurante aqui ao lado, queres vir comigo?

- Não.

  Patricia voltou-lhe as costas. Ela tinha voltado ao seu estado normal, antipática e fria. Loren não se importou, já estava habituada à personalidade de Patricia.
  Loren saiu do spa e entrou no restaurante ao lado. Era um lugar diferente dos outros restaurantes, este apresentava-se mais aconchegante e amigável, sem os empregados mal humorados e sem a elegância de um restaurante considerado "normal". Neste podíamos sentir-nos como na casa de um familiar ou na nossa própria casa.
  Loren fora rapidamente atendida por um dos empregados. Era um homem baixo e rechonchudo, usava óculos ovais e tinha alguns cabelos grisalhos. Na sua etiqueta de identificação tinha escrito: S. Deeks.
   Ela tinha curiosidade sobre aquele 'S' e queria-lhe perguntar sobre ele, mas quando abriu a boca para falar apenas perguntou:

- Pode trazer-me o jornal de hoje?

- Claro.

  Deeks respondera com simpatia, no entanto ela sentia na voz dele um certo receio e preocupação.



  Após ter acabado de jantar, Loren pegou no jornal que Deeks deixara na mesa. Na primeira página encontrava-se a foto do seu meio-irmão. Este aparecera morto de madrugada na margem do rio La Seine.
  Loren estava chocada e triste, mas conteve as lágrimas. Deixou o dinheiro na mesa, tirou a página do jornal, saiu do restaurante apressadamente e dirigiu-se para o carro. Dentro dele, as lágrimas que contera fluiram. Naquele momento, Loren não sabia como reagir nem como os seus pais reagiriam, apenas sabia que iriam ficar destroçados. 
   Depois de se acalmar decidiu telefonar aos pais, mas reparou que já era demasiado tarde para o fazer, pois, certamente, estariam a dormir. Prometera a si mesma que lhes telefonaria no dia seguinte.
  




Sorry

I will post chapter 1 very soon.